13/09/2019

Livros: A menina submersa - memórias

Título: A menina submersa - memórias
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Autora: Caitlín E. Kiernan
Editora: Darkside
Ano: 2015
Páginas: 320
Sinopse: A menina submersa: memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do "real" sobre o "verdadeiro" e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma "obra-prima do terror" da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. O trabalho cuidadoso de Caitlín R. Kiernan é nos guiar pela mente de sua personagem India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranoico. Filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio como uma única alternativa, Imp começa a escrever um livro de memórias para tentar reconstruir seus pensamentos e lutar contra o que seria  "a maldição da família Phelps" além de buscar suas lembranças sobre a inusitada Eva Canning, sua relação com a namorada e consigo mesma, que evoca em muitos momentos a atmosfera de filmes como Azul é a cor mais quente (Palma de ouro em Cannes, 2013) e Almas gêmeas (1994), de Peter Jackson. Não se assuste: é um livro dentro de um livro, e a incoerência uma isca para uma viagem mais profunda, onde a autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial - na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. Caitlín dialoga ainda com o universo insólito de artistas como P.G. Wodehouse, David Lynch e Tim Burton, e o enigmático personagem Sandman, de Neil Gaiman, com quem aliás, trabalhou, escrevendo The Dreaming, spin-off derivado da obra-prima de Gaiman. A menina submersa evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peca de Shakespeare, além de referências direitas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf. Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referencias a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, de fantasia e do thriller psicológico. A epígrafe do livro, retirada de uma música da banda Radiohead - "There There" -, diz muito sobre o que nos espera: "Sempre há um canto de sereia que te seduz para o naufrágio". A menina submersa é como esse canto, que nos hipnotiza até que tenhamos virado a última página, e fica conosco para sempre ao lado de nossas melhores lembranças. 

Resenha: Esse é um daqueles livros que ou você ama ou você odeia e felizmente amei ele! O livro conta a história de Imp, que é a narradora dessa história. Ela sofre de esquizofrenia e não é uma narradora confiável, ainda mais quando ela fica em dúvida se houvera acontecido de um jeito ou de outro. O jeito dela escrever pode ser um pouco confusa para quem não tem o hábito de leitura, porém se você lê bastante, provavelmente irá se acostumar nos primeiros capítulos.

Quando mais nova, Imp vai ao museu com sua mãe, onde vê um quadro chamado A menina submersa, que a deixa fascinada e desde então começa a fazer inúmeras pesquisas relacionada a ele e criar seu próprio "arquivo".

Imp ama pintar e em alguns momentos escreve contos, em particular o capitulo que ela escreve durante uma crise é perturbador mas faz sentirmos o que ela deveria estar sentindo no momento e vem aquele alerta novamente de que ela precisa de ajuda e não é uma narradora confiável.

Não é fácil descrever a história que se passa durante o livro, é bem confuso de explicar, mas é uma leitura muito envolvente e que me durou dois dias apenas! O jeito que Imp escreve deixa o assunto mais leve, creio eu, de uma forma que você quase não percebe que ela está divagando.

Sou muito fã de textos relacionado a psicologia e esse livro de fato tem muito o que nos mostrar em relação a psicologia da Imp. Não vou mentir, houveram páginas que me deixaram um pouco desanimada e cansada, mas foram poucas.

07/09/2019

HQ: A cozinha - rainhas do crime

Título: A cozinha: rainhas do crime
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Roteiro: Ollie Masters
Arte: Ming Doyle
Cores: Jordie Bellaire
Editoria: Panini
Editora original: DC | Vertigo
Data original de publicação: 2019
Páginas: 176

Resenha: Começamos a HQ com a prisão do marido de três mulheres, onde Kath se vê na oportunidade perfeita de tomar a frente dos negócios e render mais dinheiro do que estava recebendo, chefiando A Cozinha do Inferno, coletando dinheiro semanalmente.

No início, Angie e Raven se vêem num caminho sem muitas escolhas, ainda relutante sobre aceitar a proposta de Kath ou não. Contudo, as três mulheres vão atrás do que as pertence e quando um cara tenta as dizer o que fazer, Kath toma as rédeas e mostra quem é que manda, só então as outras se dão conta do que estão realmente se metendo.

Um dos antigos comparsas de seus maridos sai e se propõe em ajudá-las nos negócios, além de encobrir as mortes que acabaram acontecendo no meio do caminho.

Os negócios vão melhor do que esperavam, elas são impostas a coisas que nem imaginaram, mas ganham o respeito de toda a Cozinha do Inferno. Porém, o que parecia levar anos, foi rápido até demais, os maridos foram soltos.

A primeira a receber a grande surpresa é a Angie, mas não tardou para que as demais também recebessem. Inconformado por mulheres estarem tomando sua posse, o marido de Kath tenta fazer um acordo com Gargano, da máfia italiana. No fim das contas, o mesmo toma seus filhos e foge, com medo dos acontecimentos e para ter uma arma contra sua mulher.

Raven muda drasticamente e tenta tomar a frente do grupo, porém Kath e Angie percebem, resolvendo então ter uma conversa. Nessa conversa, Kath e Raven discutem, o que acaba em uma tragédia.

O quadrinho conta com ilustrações com cara de esboço, que eu particularmente amo, cores incríveis e um roteiro melhor ainda. Tudo é uma surpresa, o tempo todo! Nos prende muito, é bem rápido de ler. Se tivesse uma continuação, com certeza compraria, pois se trata daquela história que deixa com o gostinho de "quero mais".

O que mais gostei foi como as personagens crescem no decorrer do quadrinho, não são as mesmas do começo. Além disso, ainda contamos com alguns breves flashblacks, de quando conheceram os maridos, de seus pais. É muito bem elaborada para uma história de apenas 176 páginas, realmente me conquistou.




30/08/2019

Livros: Lady Killers - assassinas em série

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Título: Lady Killers - assassinas em série
Autora: Tori Telfer
Editora: Darkside
Ano: 2019
Páginas: 384
Sinopse: As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora.
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam - então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de "sexo frágil"se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da Darkside Books e sua divisão Crime Scene. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais - perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz.
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas.
As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora
também contesta os arquétipos - vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros - e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais.
Além disso, questiona a "amnésia coletiva" a respeito dos assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais norteamericanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro maridos)? Por que continuamos lembrando apenas de H.H Holmes quando Kate Bender recebia viajantes em sua hospedeira (e assassinava todos que ousavam flertar com ela)? A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo ser humano.
Lady Killers: Assassinas em Série faz parte da coleção Crime Scene: histórias reais, de assassinos reais, indicadas para quem tem o espírito investigador. Entre os títulos da coleção estão Casos de Família e Arquivos Serial Killers, de Illana Casoy, e o best-seller Serial Killers: Anatomia do Mal, de Harold Schechter. O livro de Tori Telfer, ilustrado pela artista salvadorenha Jeniifer Dahbura e complementado com uma rica pesquisa de imagens, se junta a estas grandes fontes de estudo para alimentar a mente dos darksiders mais curiosos. 
Através das páginas de Lady killers: assassinas em série os leitores vão perceber que estas damas assassinas eram inteligentes, coniventes, imprudentes, egoístas e estavam dispostas a fazer o que fosse necessário para ingressar no que elas viam como uma vida melhor. Foram implacáveis e inflexíveis. Eram psicopatas e estavam prontas para dizimar suas próprias famílias. Mas elas não eram lobos. Não eram vampiros. Não eram homens. Mais uma vez, a ficha mostra: elas eram horrivelmente, essencialmente, insecapavelmente humanas.

Resenha: O começo do livro nos trás uma introdução incrível ao assunto, além de mostrar a importância de abordá-lo. Dando esse contexto, faz com que o leitor já direcione seu olhar um pouco mais trabalhado para a leitura, sendo assim, não chega a ser uma leitura critica, mas não tão superficial, tem um objetivo por trás da autora e é bem trabalhado, ainda que não seja explicito.

Logo após já somos introduzidos as 14 histórias das assassinas, que são bem curtinhas e rápidas de ler, com média de 20 páginas cada, incluindo duas ilustrações do caso ( uma no início e uma no meio ). Particularmente, eu preferiria que fossem mais longas, contudo, o fato de não serem faz com que o livro seja mais leve.

Todas se iniciam antes dos crimes, mostram boatos que rolaram na mídia, como o caso foi julgado, é bem completo. Ainda assim, esse livro eu demorei muito mais para ler do que o do Ted Bundy, pois a leitura não me prendeu tanto.

Quando acabam os quatorze casos, temos uma conclusão muito bem elaborada sobre mulheres e seus crimes, além de um acervo incrível de mais mulheres que podemos nos aprofundar depois do livro. Também conta com uma lista de sugestão de filmes, séries e livros de crime que podemos nos interessar, o que para mim foi um ponto muito bacana e diferente.

É um livro muito bom e com um editorial melhor ainda! Composto por diversas ilustrações maravilhosas, o tom das pinturas de rosa, recortes... enfim, não tenho o que dizer, acho que é um dos livros mais bonitos da Darkside que eu tenho.

14/08/2019

Livros: Ted Bundy - Um estranho ao meu lado

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Título: Ted Bundy - Um estranho ao meu lado 
Autora: Ann Rule
Editora: Darkside
Ano: 2019
Páginas: 592
Sinopse: Quando Ann Rule conheceu Ted Bundy em um centro de atendimento de prevenção ao suicídio, ela não fazia ideia de que aquele rapaz  simpático e inteligente - que sentava ao lado dela e de quem até chegou a receber um cartão de Natal - se tornaria um dos serial killers mais proeminentes da história.
Ted Bundy confessou ter matado ao menos 36 mulheres nos Estados Unidos durante os anos 1970. Para estudiosos do caso, a contagem final é ainda maior. Ele pode até ter salvado vidas pelo centro de prevenção, mas ceifou outras dezenas quando ninguém estava olhando. Inúmeras famílias ficaram sem respostas, e ele foi executado em 1989 na cadeira elétrica. Mas estas informações todo mundo conhece. Chegou a hora de saber mais.
Ted Bundy: Um estranho ao meu lado é o livro de true crime mais aguardado pelos darksiders e chega como um clássico na coleção Crime Scene, da DarkSide Books. Ann Rule - que teve uma extensa carreira publicando livros e reportagens sobre casos criminais -, divide uma experiência que ninguém, em sã consciência, gostaria de ter: a proximidade com um serial killer e a descoberta de sua verdadeira face.
Em Ted Bundy: Um estranho ao meu lado, mergulhamos nas memórias de Rule através de um viés inusitado e assustador. Após mudar de emprego e começar a cobrir casos criminais, Rule se viu diante de um mistério envolvendo mortes consecutivas de mulheres, até que, anos depois, quando estava escrevendo um livro sobre essas mesmas vítimas, a verdade veio à tona.
Rule levou anos para aceitar e assimilar o fato de que o homem que havia causado tanto horror era o mesmo com quem havia passado sozinha os turnos da noite no trabalho. Em 2003, em uma entrevista ao Houston Chronicle, ela afirmou: "Por muito tempo eu nutri esperanças de que ele fosse inocente, de que de, de alguma forma, isso tudo não passasse de um erro terrível." Sua experiência alterou drasticamente seu projeto: ela não mais estava escrevendo sobre um assassino misterioso, e sim sobre alguém que havia conhecido pessoalmente.
Equilibrando sua vivência pessoal cheia de descrenças, temores e conflitos e seu papel como repórter investigativa, Rule explora a dualidade de Bundy com uma intimidade ímpar. De um lado, um homem charmoso e carismático que dividia planos sobre reconquistar uma antiga namorada; de outro, um psicopata que nutria um ódio fervoroso por mulheres e vivia uma vida de mentira.
O clássico best-seller de Ann Rule é o olhar mais profundo e detalhado sobre Ted Bundy que um leitor de veia investigativa irá encontrar. E em 2019 ainda estreia o filme Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, com Zac Efron e Haley Joel Osment no elenco, narrando a história de Bundy a partir da perspectiva de Elizabeth Kloepfer, a namorada de longa data do psicopata; e também a série documental Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy, com gravações de áudio do próprio Bundy feitas no corredor da morte.
Ainda acha que conhece bem todas as pessoas que convivem com você? Pense de novo. Algumas verdades moram nas profundezas e, às vezes, só conseguimos ver aquilo que os outros querem nos fazer enxergar. 

Resenha:  O livro começa com uma breve introdução da autora, onde ela da um resumo sobre os encontros com Ted, o quanto foi difícil ter ele como um de seus casos para escrever e responde perguntas frequentes sobre o mesmo.

Depois da contextualização, entramos para uma linha do tempo, desde da infância de Bundy, o encontro com Ann Rule, seus primeiros crimes, suas prisões e até sua sentença. Extremamente rico em detalhes, tanto em relação aos acontecimentos com ele como os sentimentos da autora, alguns capítulos até tentam dar uma explicação pelo o que ele fez.

A autora trouxe um assunto tão duro de ser falado como as suas vitimas, a maneira que morreram, de um jeito muito humanizado, além da figura do Ted, ainda que sem romantizá-lo como em outros filmes/livros/reportagens sobre o criminoso. Ela ainda explica sobre ele não ser um gênio como todos falam, ele apenas era uma pessoa inteligente, falando em questão de seu QI.

Temos acesso a algumas cartas de Bundy para a autora, onde nos ajuda a construir o tipo de pessoa que ele era e como seu "humor" vai criando diferentes formas durante os anos, como se existisse vários Teds com quem Ann conversasse.

Por mais que se trate de um livro pesado, a leitura foi muito rápida para mim porque ele me prendeu. Sugiro que leia ele antes de ver os filmes e documentário, o que eu não fiz, pois dá um olhar mais detalhado e totalmente diferente do que os outros universos.

Vale lembrar que Ann Rule nunca fora namorada de Ted, como muitos confundiram por muito tempo, portanto, o olhar dela no livro e o olhar de Meg no filme Extremely wicked shockingly and evil são duas coisas diferentes e que se complementam ( mesmo que o filme não seja tão completo quanto o livro ).

Eu nunca fui sensível a esse tipo de conteúdo, porém confesso que tive diversos pesadelos com Bundy enquanto li esse livro, ainda assim é um indispensável ler e aprender com todas essas mulheres como o perigo pode estar do nosso lado e que todo cuidado é necessário! Foi uma experiência incrível e diferente ler, foi meu primeiro livro de True Crime, mas com certeza não será o último, abriu um leque que não tinha me aprofundado ainda.

24/07/2019

Livro: Bell Tashi - O novo mundo

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Título: Bell Tashi - O novo mundo 
Autora: G. Sebem Gugiel
Ano: 2019
Páginas: 354
Sinopse: A árvore mágica do novo mundo nasceu.
Tempos atrás a desordem reinou como o grande imperador. Os antigos governantes chegaram ao ponto de destruir o planeta e Conok precisou agir. Ele liberou sete poderes aos seres humanos, os sete novos governantes foram escolhidos para restaurar a paz na terra, porém, todos se perderam em meio a ganância, orgulho e maldade que estava escondida dentro de si.
A fome e a sede dominaram o mundo e milhões de pessoas morreram por essas causas, enquanto os sete eleitos tinham do bom e do melhor, controlando o mundo como uma marionete em seu show de horrores.
Em um mundo onde o clichê é inexistente, nosso mundo foi tomado pelas trevas e perdas incontáveis acontecerão. Bell, Tashi e Merlin surgem em meio a um mundo destruído, onde sete governantes que controla, absolutamente tudo, roubaram nossa tecnologia, alimentos e tudo que conquistemos nas últimas décadas.
Quando parecia que tudo melhorava, uma tragédia sem precedentes abala o planeta e nossos heróis.
Clãs, guildas, famílias, grupos, guerreiros, magos e muitas raças entraram no duelo pelo poder e na sobrevivência ao "Apocalipse".
Tudo se tem início no encontro de Merlin, Tashi e Bell. Em meio a paixões e romances, um novo trio está formado para agitar o olho do furacão do novo mundo.
Outra aventura como essa, nunca mais existirá.

Resenha: O livro começa com Bell e Tashi, dando uma introdução no que acontece no mundo atual, quais as ambições de ambos e mostrando o quanto são divertidos e unidos. Ambos embarcam numa aventura atrás de um unicórnio, que haviam ouvido em uma das histórias no seu bairro, onde nesta encontram com Merlin. Merlin é um espartano com poderes mágicos e logo se dão bem, embarcando junto com o jovem em sua embarcação.

Mais tarde, descobrem um conflito e entre meio da luta e a recepção de um novo lugar, descobrem que fazia parte de uma grande luta, uma prova que Merlin participaria contra um oponente temido e renomado por muitos, Akur.

O resultado da luta é intrigante, mas esse é o menor dos problemas dos jovens. Após retornarem para sua casa e Merlin continuar com sua navegação, um dos sete governantes o desafia. A grande luta chega!

Bell Tashi é um livro de simples leitura, com personagens cativantes. Particularmente achei as lutas extensas demais, porém isso faz com que você tenha mais detalhes das emoções durante a mesma, como se estivesse dentro dela.

As páginas passam muito rápido, contudo, houve partes em que tive um "bloqueio" por falta de aprofundamento nos personagens.

O livro em si passa uma linda mensagem sobre amizade, compromisso, esperança e sobre resistir. Tem um compilado de frases que inspiram, muito lindo, de fato!

Adquira o livro na Amazon: Bell Tasha - O novo mundo

*este post é uma parceria*

17/07/2019

HQ: Motoqueiro fantasma cósmico

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Título: Motoqueiro fantasma cósmico
Roteiro: Donny Cates
Arte: Dylan Burnett
Cores: Antonio Fabela
Letras: Clayton Cowles
Editoria: Jordan D. White
Editora original: Marvel Comics
Data original de publicação: julho a novembro de 2018
Páginas: 112

Resenha: Frank Castle morre nos quadrinhos anteriores, fazendo um acordo para voltar a vida com o objetivo de se vingar de Thanos. Contudo, ele enlouquece e quando Galactus chega, se oferece a ajudá-lo, onde ele ganha poderes cósmicos e os dois passam a caçar Thanos. Entremeio essa luta, Thanos acaba convencendo Castle de ir para seu lado.

O justiceiro encontra com Odin, escolhendo ser levado até um tempo depois do nascimento de Thanos, com a intenção de resolver de maneira simples o problema: acabar com a raiz do problema. Entretanto, Frank decide educá-lo ao invés de matá-lo, pensando que poderia mudar o futuro do pequeno roxo.

Nesse ponto, chega uma versão futurista e muito louca dos guardiões da galáxia, onde Castle precisa lutar mas tenta evitar na frente do bebê Thanos. Porém algo inesperado acontece: Thanos justiceiro do futuro vem até ele para o salvar.

Esse quadrinho foi um dos mais divertidos que li, além das cores serem incríveis - assim como os desenhos. Super recomendo esse para quem quer começar nas HQs, contudo, não é uma HQ muito adorada por todos - até onde vi em fóruns.

Já li e reli ele diversas vezes e vai ficar um bom tempo como um dos meus favoritos, mas claro, estou começando nesse universo e ainda há muito que conhecer! hahah



12/07/2019

Histórias em quadrinho: como e por onde começar?

Faz pouco tempo que comecei a acompanhar HQs, por conta dessa dúvida de como e por onde começar. Sempre via as histórias que me interessava, mas ficava me perguntando se não ficaria perdida. Por conta disso, resolvi trazer alguns segredos que aprendi sobre ler HQ e relevar que na verdade, não tem segredo algum! haha

Assim como séries ou sagas, há o primeiro para que venha os posteriores, e é importante certificar que está comprando o primeiro quadrinho da coleção, ainda que tenha um anterior que a complemente. O que pode acontecer é citar algo que aconteceu na antiga série desse quadrinho, mas não vai ser de grande valia como se fosse o quinto quadrinho de uma coleção, por exemplo.

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Caso seja um caso que precise ter muitas séries antigas para entender o contexto do atual, recomendo que assista videos de pessoas que já leram apenas para ter uma visão e só depois compra a versão anterior, se não, você nunca vai começar sua tão amada coleção de quadrinhos.

Então a primeira dica é simples: compre a primeira edição da história que mais te agrade.

Um segundo ponto importante é que não existe HQ apenas de heróis, então de oportunidade para outro gêneros, você pode se apaixonar.

Há muitos sites com HQs antigas e atuais grátis, onde poderá deverá-las a vontade sem precisar gastar seu dinheiro, então tente começar por lá se não está confiante nesse novo estilo de leitura, mas não tem erro!

Não há regras para ler HQ.



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